Pular para o conteúdo principal

Jeová diz na posse no PT que nunca saiu do partido porque sempre defendeu as causas da legenda e que a ida para o PSB foi umas ‘férias’


 

 

 

“Na realidade, eu não sai do PT, pedi uma licença temporária para acompanhar o mago Ricardo, à época, mas vou fazer uma autocrítica, não era para pedir a licença era para ter ficado e defender o que sempre defendi. Mas, quis o destino que eu fizesse esse pedido de férias’, que terminam hoje com minha posse, com a certeza de que esse é um dia muito especial para mim, é o meu reencontro comigo mesmo, com minha história, com as minhas lutas, é um abraçar comigo mesmo e sentir o perfume de minha luta e a certeza de que venceremos a eleição com Lula e vamos derrotar estes que estão contra o nosso povo”, disse o deputado estadual Jeová Campos, nesta segunda-feira (7), durante discurso em seu retorno formal ao Partido dos Trabalhadores.

 

         Ele lembrou que a sua história com o PT começou quando ele tinha 16 anos de idade e encontrou o ex-presidente Lula. “Aquele jovem operário que lutava para a criação de um partido político me chamou atenção porque ele tinha uma mensagem que mexia profundamente com meu sofrimento, com minha história de vida, porque na roça eu só tinha o caminho da esperança e pela Educação”, relembrou o parlamentar que é militante do PT desde 1980, onde se filiou em 1988 e onde permaneceu até 2013, quando foi para o PSB.

 

            Jeová reiterou que esse encontro com Lula permanece vivo até hoje. “O PT sempre andou comigo. Isso é tanto verdade, que os debates que travei dentro e fora da ALPB sempre foram pautados por questões democráticas, contra o bolsonarismo, o impeacheament de Dilma, contra a prisão arbitrária de Lula. Eu não abri mão de um centímetro de minhas convicções, sempre lutei e lutarei contra injustiças, em favor da democracia, dos trabalhadores, dos menos favorecidos, não posso, nem devo esquecer de minhas origens”, reafirmou o deputado.

 

O deputado reforçou o que já tinha deixado claro e tornado público de que não será candidato nas próximas eleições, mas, reforçou que isso não o afastará das ruas, da luta. “Entro pedindo licença como simples militante, mas, um militante que está com coração pronto e valente, não serei candidato a nenhum cargo, mas serei voluntário a ajudar a coordenar a campanha de Lula, de Veneziano, de Ricardo e dos companheiros e das companheiras do PT, pois nós precisamos nos unir com força e energia, com o desejo de vencer e de mudar essa história. Serei um militante firme”, disse ele.

 

No final de seu discurso, Jeová agradeceu as pessoas pela compreensão de sua decisão. “Quero agradecer as pessoas mais próximas que estão compreendendo as razões de minha decisão de não mais disputar um mandato, especialmente, a minha família, a minha companheira Solange, eu não vim sozinho me filiar, eu trouxe aqui o que há de mais nobre no ser humano que são minhas raízes”, finalizou Jeová, entoando o hino petista de evocação a Lula: ‘Olé, olé, olé, olá, Lula, Lula...Jeová está em seu terceiro mandato na Assembleia Legislativa.

 

O ato conjunto de filiação, que também filiou as deputadas Cida Ramos e Estela Bezerra, aconteceu no Sindicato dos Bancários, em João Pessoa, contou com a presença do pré-candidato ao governo do Estado, Veneziano Vital, do pré-candidato ao senado, Ricardo Coutinho e outras lideranças políticas paraibanas.













Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Deputado Jeová Campos ocupa a tribuna da ALPB em sua última sessão como parlamentar para fazer agradecimentos

Titular de três mandatos na Assembleia Legislativa da Paraíba, sendo os dois últimos consecutivos, e autor de 1.036 proposições, muitas das quais que impactaram positivamente e diretamente a vida de muitos paraibanos, o deputado Jeová Campos (PT) participou, nesta quinta-feira (26), de sua última sessão legislativa como detentor de mandato popular. E ao invés de fazer um discurso de prestação de contas, ele preferiu concentrar sua fala em agradecimentos e em reforçar a coerência de sua trajetória política. “Subo à tribuna desta Casa, encerrando mais um ciclo em minha vida, muito maior do que entrei em 2015. Honra-me muito, sendo uma pessoa do povo, que veio da roça, que só estudou em escola pública e que para poder sobreviver na cidade foi preciso vender alho nas feiras livres durante muitos anos, mas, que conseguiu chegar aonde chegou e se despedir desta tribuna de cabeça erguida. Olho para trás e vejo que atuei em sintonia com minhas convicções políticas e sendo coerent...

"A vitória da Imperatriz, que enalteceu a riqueza da cultura nordestina, mostrou a força de nossa gente para o mundo", afirma Jeová Campos

Sertanejo, nordestino, conhecedor da riqueza cultural do Nordeste, além da história do cangaço, o ex-deputado Jeová Campos vibrou muito com a vitória da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, que conquistou o título de campeã do Grupo Especial do carnaval carioca, este ano, com um enredo inspirado nos cordéis e na história de Lampião. “A vitória da escola de samba de Ramos se estende também aos nordestinos e à rica cultura artística e popular tão presentes em nossa região”, disse Jeová. O enredo da Imperatriz foi inspirado nos cordéis e mostrou a Chegada de Lampião no Inferno e O grande debate que teve Lampião com São Pedro, de José Pacheco. O ex-deputado lembra ainda que a escola formada, principalmente, por pessoas do subúrbio carioca e do Complexo do Alemão teve um desfile impecável. “Os carros alegóricos, o colorido, os personagens, o enredo, as fantasias, tudo estava muito lindo e fiel a riqueza cultural do Nordeste”, destaca ele, lembrando que até a filha de Lampião, Expedita...

Por que 145 pessoas que estavam na mesma situação jurídica de Lula tiveram direito de candidatar-se e a ele isso foi negado? questiona Jeová

“Em 2016, 145 pessoas foram candidatas e estavam na mesma situação jurídica de Lula e se candidataram sob efeito de liminares, liminares essas concedidas pela Justiça eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal e tiveram seu direito preservado. Destes 145, 98 foram eleitos e continuam a exercer seus cargos até hoje, sob efeito de liminares, mas não tiveram seu direito de poder colocar seus nomes para que o povo os escolhessem. Por que foi diferente com Lula?”, questionou hoje (12), o deputado estadual Jeová Campos (PSB), durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba. “Ai eu pergunto: por que esses cidadãos tiveram seu direito preservado e por que que Lula não teve? Qual é a resposta do TSE? A verdade, que dói demais, é ver a Justiça atuando como partido e também parte do Ministério Público”, disse o parlamentar. Em seguida, Jeová criticou a postura da Rede Globo e de outros veículos de comunicação que, segundo ele, ‘estimulam essa vergonha nacional e ajudam a d...