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Jeová sai em defesa da Fundação PB Saúde e desafia oposição a mostrar alternativas à proposta do governo, com a saída das OS’s



Abrir um debate franco sobre a PB Saúde, sobre a responsabilidade política e a responsabilidade com a gestão e também com a Paraíba e com os filhos da Paraíba que precisam da saúde pública. Foi com esse propósito que o deputado estadual Jeová Campos (PSB) fez um discurso na tribuna da ALPB, na manhã desta quarta-feira (12), em defesa da criação da Fundação PB Saúde.

No entendimento do parlamentar, a oposição precisa fugir do discurso político-ideológico e encarar essa questão com mais prudência. “Estamos tratando de uma questão crucial que é a saúde pública. Nosso Estado tem uma rede pública de 32 hospitais e a Paraíba se vê num debate sobre um modelo de gestão. Então, agora eu pergunto aos senhores deputados e deputadas da oposição qual a alternativa política/administrativa que vocês apresentam ao governo? Eu penso que aí a responsabilidade se desloca de lado e deixa de ser do governo para ir para a oposição, porque do contrário, a oposição quer que se instale o caos na saúde da Paraíba, e saúde é uma coisa muito séria”, destacou Jeová.

Segundo o parlamentar, é preciso dar à oposição a razão da crítica quando, por exemplo, se fala em codificados. “Esse é um modelo de governança que existe em nosso estado há mais de 20 anos e que remonta aos idos tempos do PMDB, PSDB etc. E isso precisa ser solucionado. A proposta da PB Saúde, no que diz respeito aos codificados, por exemplo, que hoje não recebem 13º, que não recebem FGTS, que não contam tempo de serviço, passa pela oportunidade deles serem legalizados dentro da Fundação PB Saúde. Outra questão relevante é ter uma fundação pública, mas regrada por normas do direito privado, cujos contratos não ficarão subordinados às regras expressas na Lei 8866, que é a lei das licitações, e que permitirá dar velocidade aos atos de gestão da saúde, que não pode esperar porque lidamos com vidas. Então, qual a crítica a esse modelo?”, questionou Jeová.

O deputado disse que esse diálogo precisa ser construído na ALPB sem qualquer enfrentamento de conteúdo ideológico. “É preciso se construir uma alternativa. O papel da ALPB não é o de construir o desgoverno. O papel do parlamento estadual não é o de atrapalhar o governo, o papel da ALPB é estabelecer diretrizes que também deem luzes ao governo”, reiterou Jeová, que conclamou a oposição para um debate de conteúdo. “O que quer a oposição que criticou o modelo das OS’s o tempo inteiro? O que querem vocês que não levam em conta que no tempo das OS’s a Paraíba ampliou sua rede de atendimento, ganhou novos hospitais, a exemplo do Hospital Metropolitano de Santa Rita e do único hospital de oncologia do interior de um estado do Nordeste, o Hospital do Bem, de Patos, que zerou a fila das cirurgias cardíacas, que voltou a fazer transplantes, que melhorou a dinâmica e assistência no Hospital de Trauma de João Pessoa e Campina Grande, isso só para citar alguns avanços. O que vocês propõem como alternativa ao Estado da Paraíba para substituir as OS’s?”, indagou o parlamentar.

Jeová lembrou que o governo apresentou a solução através do caminho com a Fundação PB Saúde. Mas que ontem, a CCJ da ALPB rejeitou a proposta do governo de criar a Fundação PB Saúde. “Então, eu volto a perguntar aos senhores deputados e deputadas da oposição qual a alternativa política/administrativa que vocês apresentam ao governo?”, finalizou o parlamentar.



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