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O Brasil ‘sangra’ sem torniquete e essa sangria só será estancada com eleições diretas afirma deputado



No meio do povo, na rua, como mais gosta de ficar, o deputado estadual Jeová Campos (PSB) acompanhou de perto e desde cedo às manifestações pelas Diretas Já para presidente da República, realizadas nesta sexta-feira (21), durante ato público, no Ponto de Cem Réis, no centro da capital paraibana. Para ele, não há outra saída para o país se reencontrar com a democracia que a realização de eleições diretas para presidente. “Esse governo só está ai porque cassou vergonhosamente o mandado de uma presidente eleita pelo povo e mais que isso, sem ter cometido crime algum. Se mantém no poder à custa de muita barganha e ações espúrias. Mesmo sem legitimidade, com a conivência de um Congresso vergonhoso, com raras exceções individuais, tirou direitos dos trabalhadores, está promovendo reformas ao bel interesse do capital e isso precisa ter um basta e isso só se dará com a realização de eleições diretas para presidente”, avalia Jeová. Para ele, o ‘Brasil sangra sem torniquete. “Infelizmente, o país passa por uma profunda crise institucional, de proporções gravíssimas, mas, há uma forma de estancar essa ‘sangria’ que é a realização de eleições diretas”, diz o parlamentar.

Ainda na opinião de Jeová, as pessoas precisam se mobilizar e ir às ruas mostrar seu descontentamento com essa política que envergonha a nação, como fizeram hoje em João Pessoa, e exigir a volta de um governo democrático. “Esse é um movimento que precisa ganhar amplitude em todo o país, desde as grandes cidades até os rincões mais distantes, porque somente com a união de forças da população brasileira, não só das centrais sindicais, dos trabalhadores e dos movimentos sociais, vamos ter condições de reverter essa situação e voltar a ter um governo legítimo e democrático”, destaca Jeová.

A crise que passa o Brasil não é só política, lembra o deputado, é também econômica e moral. “Nossa economia vai mal, os índices de desemprego estão altíssimos, o endividamento das pessoas chegou a uma proporção descabida, há um descrédito com a classe política e as instituições que coloca os agentes públicos numa vala só, mesmo que as condutas sejam diferenciadas, esse governo golpista usa de manobras nada publicáveis para se manter no poder, mas, há uma forma de estancar essa ‘sangria’, que é destituir esse governo e convocar eleições diretas para escolher o presidente pelo voto dos brasileiros, mesmo que, num primeiro momento, dada as circunstância, isso seja feita para um mandato reduzido”, argumenta Jeová, lembrando que o que não pode acontecer é: “não acontecer nada e o país continuar neste desgoverno”.










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