Pular para o conteúdo principal

Diálogo do presidente com Kajuru expõe as tentativas de interferência de Bolsonaro em assuntos de seu interesse ou de sua família



 

 

O diálogo travado entre o presidente Jair Bolsonaro e o senador Jorge Kajuru, gravado e divulgado, posteriormente, pelo parlamentar, segundo o deputado estadual paraibano Jeová Campos, só reafirma o modus operandi do chefe do executivo federal quando algum assunto lhe desagrada. “Lógico que a abertura de uma CPI para apurar o combate da pandemia pelo governo federal não é bem-vinda pelo presidente, que sabe que seu governo errou muito na condução deste processo, mas nada justifica essa tentativa de interferência”, afirma Jeová.

O deputado paraibano acha ainda mais grave que o presidente incentive e até peça que parlamentares trabalhem a possibilidade de fazer um pedido de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal-STF. “Primeiro, esse tipo de pedido é inconstitucional. Segundo, jamais deveria ser solicitado pelo Presidente da República que tem por dever de ofício respeitar as instituições, ainda mais em se tratando da corte máxima do país”, reforça Jeová.

Para Jeová, além de gravíssimo, esse episódio pode acarretar em mais um pedido de impeachment do presidente. “Bolsonaro vai colecionar pedidos de impeachment, pois a falta de decoro dele é corriqueira. São pedaladas fiscais, tentativa de interferência na Polícia Federal para defender seus filhos e agora também no STF. A articulação contra uma CPI e contra um ministro do STF é fato gravíssimo e não venham me dizer que o presidente é apenas destemperado. Ele age de má fé mesmo. Se sente no direito de intervir em determinados assuntos que fogem à sua competência de presidente. Só que ele não age assim na defesa do país, mas de seu próprio umbigo”, afirma Jeová.

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Deputado Jeová Campos ocupa a tribuna da ALPB em sua última sessão como parlamentar para fazer agradecimentos

Titular de três mandatos na Assembleia Legislativa da Paraíba, sendo os dois últimos consecutivos, e autor de 1.036 proposições, muitas das quais que impactaram positivamente e diretamente a vida de muitos paraibanos, o deputado Jeová Campos (PT) participou, nesta quinta-feira (26), de sua última sessão legislativa como detentor de mandato popular. E ao invés de fazer um discurso de prestação de contas, ele preferiu concentrar sua fala em agradecimentos e em reforçar a coerência de sua trajetória política. “Subo à tribuna desta Casa, encerrando mais um ciclo em minha vida, muito maior do que entrei em 2015. Honra-me muito, sendo uma pessoa do povo, que veio da roça, que só estudou em escola pública e que para poder sobreviver na cidade foi preciso vender alho nas feiras livres durante muitos anos, mas, que conseguiu chegar aonde chegou e se despedir desta tribuna de cabeça erguida. Olho para trás e vejo que atuei em sintonia com minhas convicções políticas e sendo coerent...

"A vitória da Imperatriz, que enalteceu a riqueza da cultura nordestina, mostrou a força de nossa gente para o mundo", afirma Jeová Campos

Sertanejo, nordestino, conhecedor da riqueza cultural do Nordeste, além da história do cangaço, o ex-deputado Jeová Campos vibrou muito com a vitória da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, que conquistou o título de campeã do Grupo Especial do carnaval carioca, este ano, com um enredo inspirado nos cordéis e na história de Lampião. “A vitória da escola de samba de Ramos se estende também aos nordestinos e à rica cultura artística e popular tão presentes em nossa região”, disse Jeová. O enredo da Imperatriz foi inspirado nos cordéis e mostrou a Chegada de Lampião no Inferno e O grande debate que teve Lampião com São Pedro, de José Pacheco. O ex-deputado lembra ainda que a escola formada, principalmente, por pessoas do subúrbio carioca e do Complexo do Alemão teve um desfile impecável. “Os carros alegóricos, o colorido, os personagens, o enredo, as fantasias, tudo estava muito lindo e fiel a riqueza cultural do Nordeste”, destaca ele, lembrando que até a filha de Lampião, Expedita...

Por que 145 pessoas que estavam na mesma situação jurídica de Lula tiveram direito de candidatar-se e a ele isso foi negado? questiona Jeová

“Em 2016, 145 pessoas foram candidatas e estavam na mesma situação jurídica de Lula e se candidataram sob efeito de liminares, liminares essas concedidas pela Justiça eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal e tiveram seu direito preservado. Destes 145, 98 foram eleitos e continuam a exercer seus cargos até hoje, sob efeito de liminares, mas não tiveram seu direito de poder colocar seus nomes para que o povo os escolhessem. Por que foi diferente com Lula?”, questionou hoje (12), o deputado estadual Jeová Campos (PSB), durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba. “Ai eu pergunto: por que esses cidadãos tiveram seu direito preservado e por que que Lula não teve? Qual é a resposta do TSE? A verdade, que dói demais, é ver a Justiça atuando como partido e também parte do Ministério Público”, disse o parlamentar. Em seguida, Jeová criticou a postura da Rede Globo e de outros veículos de comunicação que, segundo ele, ‘estimulam essa vergonha nacional e ajudam a d...