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Jeová diz que absorção de demanda pediátrica em Cajazeiras pela UPA é uma saída paliativa que não resolverá o problema


 

 

Deputados Jeová Campos e Taciano Diniz conduziram a audiência

 

 “Fechar o atendimento pediátrico no Hospital Infantil é uma regressão profunda e significa mudar um atendimento de alto padrão e excelência para fazer uma improvisação dentro e uma UPA e de um Hospital Regional”, afirmou nesta quinta-feira (12), o deputado estadual Jeová Campos. O parlamentar, que propôs um debate para se buscar soluções sobre essa temática, que foi realizado ontem na Câmara Municipal de Cajazeiras, reiterou que sem o serviço de portas abertas do Hospital Infantil há um prejuízo enorme para as mães, para as crianças, para a saúde e para a sociedade como um todo.

 

“Eu entendo que é um retrocesso profundo essa decisão de atendimento na UPA e no Regional, Ao invés de se conformar com isso, o melhor caminho seria todos se unirem e se mobilizarem, inclusive, buscando apoio da bancada federal, em Brasília, para que haja uma distinção de atendimento para Cajazeiras por parte da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), que administra o hospital”, reforçou Jeová. O deputado lembra que quando o Hospital foi absorvido pela Universidade, ele era um hospital infantil e não tem sentido agora não continuar com essa especialidade. “Esse é um erro profundo que precisa ser corrigido. A saída defendida pela deputada Dra. Paula, é uma saída paliativa, que não vai resolver o problema. O tempo dirá que ela e quem defendeu essa saída tomou decisões erradas”, afirmou Jeová.

 

Durante a Audiência Pública realizada nesta quarta-feira, e que teve a participação do presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Taciano Diniz, não se chegou a um consenso. O reitor da UFCG, Antônio Fernandes, presente a audiência, argumentou que esse atendimento pediátrico de portas abertas foge à atuação da unidade que deve funcionar como hospital escola. “Ou o Hospital é Pediátrico ou Universitário, com as duas funções não é possível ele funcionar”, frisou o reitor, lembrado que o hospital já tem projetos de Residência Médica em andamento, sendo um dos quais em Pediatria.

 

O deputado Taciano Diniz lembrou que a audiência pública foi importante e esclarecedora. “Já existe uma sinalização por parte do Governo do Estado para implantar médicos especialistas pediatras na UPA de Cajazeiras, bem como também já está em andamento a fase de implantação do serviço de Pediatria no Hospital Regional de Cajazeiras. Porém, enquanto esse serviço estiver nessa fase de transição de implantação precisamos da garantia da manutenção dos serviços de urgência pediátrica no Hospital Universitário Júlio Bandeira”, defendeu o deputado.

 

Único gestor municipal da região presente à audiência, embora todos tenham sido convidados, inclusive, José Aldemir, de Cajazeiras, o prefeito de Monte Horebe, Marcos Eron, disse que o município estava à disposição para ajudar nesta questão e noutras que melhorem a realidade de saúde do sertão. O deputado Jeová lamentou a ausência de autoridades na audiência reiterando que  todos foram convidados, mas, que não tiveram respeito ao parlamento paraibano e a própria população. “Não viemos buscar culpados, nós queremos encontrar uma solução. Estamos diante de um problema importante, mas, parece que essas autoridades não entenderam a dimensão deste momento e não se fizeram presentes. O que nós queremos e a população quer é voltar o atendimento das crianças no HU. Direcionar isso para a UPA não é avanço, é retrocesso”, finalizou o parlamentar.

Audiência da ALPB aconteceu na Câmara Municipal de Cajazeiras

O momento foi prestigiado por várias pessoas

Público que prestigiou a audiência

Reitor da UFCG, Antônio Fernandes


 

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