Pular para o conteúdo principal

Deputado propõe que a ALPB entre com uma ADIN caso o Tribunal de Justiça não recue com seu projeto de extinguir Comarcas na PB


“Eu não vou propor aqui nenhuma CPI ou medida coercitiva, eu vou pedir ao presidente da ALPB, deputado Gervásio Maia, que dê cumprimento ao Artigo 103, Inciso IV, da Constituição Federal que diz que ‘a Mesa Diretora pode propor uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) caso o Tribunal de Justiça não recue neste projeto de desinstalar Comarcas”, disse hoje (13) o deputado estadual, Jeová Campos (PSB), durante a sessão especial realizada na ALPB, para debater a questão da extinção de comarcas em curso em todo o país.

Se dirigindo ao presidente da Casa, Gervásio Maia Filho, que conduziu a sessão, o parlamentar lembrou que o presidente da ALPB tem o dever de defender as prerrogativas do Poder Legislativo. “Não estou colocado o problema nos seus braços, mas reforçando que há momentos na vida em que é preciso que quem representa o Poder o representa à altura na dimensão das prerrogativas que o cargo requer. Só e somente só poderá ser criada uma comarca através de Lei e quem tem competência para propor e votar o Projeto de Lei, é exatamente o Plenário desta Casa de Epitácio Pessoa”, destacou Jeová se dirigindo a Gervasinho.

“Eu proponho ao presidente da ALPB que, se o tribunal mantiver essa decisão de extinguir comarcas, a Casa entre com uma ADIN e quero fazer outra proposta porque entendo que só há uma forma de barrar esse movimento que é a união da OAB, prefeitos, ALPB, enfim os representantes do povo. Nós temos que enfrentar essa política neoliberal na Justiça, porque nós não podemos aceitar uma Justiça mínima”, disse o parlamentar.

Jeová lembrou ainda que ao se posicionar contra o fechamento de Comarcas, ele está pensando nas pessoas que precisão sair de suas comunidades atrás de soltar o parente que está preso, para requerer um benefício, uma pensão de alimentos. “Isso é inaceitável, isso é cruel e desumano, então vamos derrotar Gilmar Mendes neste projeto, porque esse projeto da Justiça mínima não interessa ao povo brasileiro, nem tão pouco ao povo da paraíba”, afirmou o parlamentar.

Jeová reforçou que só quem pode extinguir Comarcas é o plenário da ALPB. “Não adianta vir com um discurso silogístico para deslegitimar esse Poder, sob o argumento que estão desinstalando. E como fica o agricultor de Coremas que vai precisar deixar a roça em seu município para ir para Pombal requerer sua aposentadoria?. E os conterrâneos de Bonito de Santa Fé, cuja comarca tem mais de 50 anos. Qual a razão de extinguir. E as demais comarcas que estão para serem desinstaladas?”, questionou Jeová.

Ele também criticou a política que o Tribunal de Justiça está adotando “Nós temos sido muito respeitosos com o Tribunal e vamos continuar assim, mas o TJ vem adotando uma postura de desinstalar Comarcas e fazendo isso sem planejamento, sem levar em consideração que temos hoje, na Paraíba, 47 juízes sem pasta que estão aqui entre Campina Grande e João Pessoa, na condição de juízes auxiliares”, disse o deputado, sugerindo que ao invés de desinstalar as Comarcas, o TJ devolva os juízes para onde efetivamente eles possam atender os cidadãos que batem às portas da Justiça.





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Construção de um IML em Cajazeiras deve envolver poder público e iniciativa privada

A luta pela instalação de uma sede do Instituto Médico Legal (IML) em Cajazeiras vai envolver o poder público estadual, municipal e federal e ainda a iniciativa privada. Na manhã desta quarta-feira (02), na sede da Associação dos Municípios do Alto Sertão Paraibano (Amasp) foi realizada uma reunião para debater essa temática que contou com a presença da prefeita Denise Albuquerque, além de gestores de outras sete cidades da região, políticos e empresários locais. O deputado estadual Jeová Campos (PSB), que desde de seu primeiro mandato reivindica e defende a instalação do IML na cidade, não pôde comparecer ao encontro por causa das atividades da ALPB, mas foi representado pela sua chefe de gabinete, Luciana Mendes. “A situação que a população de Cajazeiras e cidades da região estão expostas pela falta de uma unidade do IML no município é muito ruim e essa condição já se arrasta há alguns anos e precisa ser resolvida o mais rápido possível”, destaca Jeová. Segundo a chefe de gabine...

Inauguração de UTI humanizada para idosos e reunião para o início do Cooperar foram pautas da agenda do deputado Jeová, nesta segunda

O deputado estadual Jeová Campos (PSB) teve uma intensa agenda nesta segunda-feira (17), toda voltada para a implantação de políticas de inclusão. Pela manhã, ele acompanhou o governador João Azevedo e o secretário de Saúde, Geraldo Medeiros, na inauguração de 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva humanizada para idosos no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita. Em seguida, o parlamentar esteve reunido com o Secretário de Agricultura Familiar e Desenvolvimento do Semiárido, Luiz Couto, e o Secretário Executivo do Projeto Cooperar, Omar Gama, para tratar do início da execução do Projeto Cooperar, que ficou marcado para o dia 18 de março. Na entrega dos leitos de UTI, Jeová destacou que o serviço, que tem o foco na humanização do cuidado ao paciente, garantirá acompanhamento familiar 24 horas ao dia aos idosos em UTI, e que isso é uma conquista muito importante, do ponto de vista da politica de inclusão social. “As politicas de inclusão, principalmente dos id...

Por que 145 pessoas que estavam na mesma situação jurídica de Lula tiveram direito de candidatar-se e a ele isso foi negado? questiona Jeová

“Em 2016, 145 pessoas foram candidatas e estavam na mesma situação jurídica de Lula e se candidataram sob efeito de liminares, liminares essas concedidas pela Justiça eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal e tiveram seu direito preservado. Destes 145, 98 foram eleitos e continuam a exercer seus cargos até hoje, sob efeito de liminares, mas não tiveram seu direito de poder colocar seus nomes para que o povo os escolhessem. Por que foi diferente com Lula?”, questionou hoje (12), o deputado estadual Jeová Campos (PSB), durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba. “Ai eu pergunto: por que esses cidadãos tiveram seu direito preservado e por que que Lula não teve? Qual é a resposta do TSE? A verdade, que dói demais, é ver a Justiça atuando como partido e também parte do Ministério Público”, disse o parlamentar. Em seguida, Jeová criticou a postura da Rede Globo e de outros veículos de comunicação que, segundo ele, ‘estimulam essa vergonha nacional e ajudam a d...