Pular para o conteúdo principal

A suspensão de verbas para o Pronaf e o corte de recursos das universidades públicas é um crime contra o futuro do Brasil afirma Jeová



O anuncio de que o BNDES suspendeu novamente o repasse de verbas para investimentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e de que haverá cortes nos recursos destinados às universidades públicas de todo o pais, na opinião do deputado estadual Jeová Campos (PSB), é um crime que se comete contra o povo brasileiro que comprometerá não apenas as futuras gerações, mas, sobretudo o futuro do país. “Isso é inaceitável, somente um governo míope pode comprometer setores tão importantes desta maneira. O que estamos vendo é um retrocesso neste país cujo preço que pagaremos será muito caro”, disse o parlamentar.

De acordo com Jeová, a suspensão dos recursos do Pronaf, felizmente, não afetará a safra atual, já que todas as ações necessárias já foram realizadas, apesar de o governo Bolsonaro ter repassado somente R$ 24 bilhões, dos R$ 30 bilhões orçados para a agricultura familiar na safra 2018/2019. “Mas, e a próxima safra como ficará, já que esses recursos suspensos serviriam para compra de tratores e equipamentos, para construção de espaços para animais, para acondicionar e transportar a produção. Tudo isso são investimentos importantes que asseguram aos trabalhadores melhorarem a produção no ano seguinte”, esclarece o deputado que é filho de agricultores familiares e conhece bem a realidade do campo e as necessidades deste segmento produtivo.

Sobre o contingenciamento anunciado que atingirá as 63 faculdades federais que funcionam hoje no Brasil, na ordem de 30%, em média, o parlamentar foi ainda mais enfático. “Isso é de uma insanidade tamanha que só posso atribuir essa decisão a quem não tem amor pelo país, a quem não defende a soberania nacional na área de pesquisas, extensão e formação de mão de obra especializada, a quem não tem um mínimo de inteligência e bom senso”, disse Jeová, que é professor licenciado do curso de Direito da UFCG, do Campus de Sousa.

O parlamentar lembra ainda que ao decidir quais serão os cursos que receberão mais ou menos dinheiro, o MEC estaria ferindo a autonomia das universidades, um princípio estabelecido na Constituição Federal de 1988. “No artigo 207, está determinado que “as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, portanto, se o governo entende que há dificuldades financeiras é necessário conversar com os reitores das universidades antes para analisar de quais maneira se pode estabelecer outras metas. Bolsonaro e seu ministro da Educação não podem cortar linearmente o recurso e muito menos baseado em uma motivação vaga e inespecífica”, afirma Jeová, lembrando igual posicionamento da coordenadora da Cátedra UNESCO de Direito à Educação da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), Nina Ranieri.

Ainda segundo Jeová, quando o MEC determina cortes sem especificar uma motivação ou critério claro, e sim ideológico, o governo também estaria infringindo a Lei do Procedimento Administrativo (Lei nº 9.784/99), que estabelece a obrigação de que todas as ações do Executivo sejam acompanhadas de justificativas técnicas, como um estudo. “Esse estudo não ocorreu. Simplesmente, acharam que deveriam cotar e pronto. Isso não existe. É inaceitável e não só comunidade acadêmica, mas toda a sociedade brasileira precisa se mobilizar para dizer a esse (des) governo que ele não pode destruir com uma canetada todo os avanços que esse país teve nos últimos anos”, finaliza Jeová.
Deputado Jeová Campos criticou o corte de verbas das universidades e a suspenção dos recursos do Pronaf 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

"A vitória da Imperatriz, que enalteceu a riqueza da cultura nordestina, mostrou a força de nossa gente para o mundo", afirma Jeová Campos

Sertanejo, nordestino, conhecedor da riqueza cultural do Nordeste, além da história do cangaço, o ex-deputado Jeová Campos vibrou muito com a vitória da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, que conquistou o título de campeã do Grupo Especial do carnaval carioca, este ano, com um enredo inspirado nos cordéis e na história de Lampião. “A vitória da escola de samba de Ramos se estende também aos nordestinos e à rica cultura artística e popular tão presentes em nossa região”, disse Jeová. O enredo da Imperatriz foi inspirado nos cordéis e mostrou a Chegada de Lampião no Inferno e O grande debate que teve Lampião com São Pedro, de José Pacheco. O ex-deputado lembra ainda que a escola formada, principalmente, por pessoas do subúrbio carioca e do Complexo do Alemão teve um desfile impecável. “Os carros alegóricos, o colorido, os personagens, o enredo, as fantasias, tudo estava muito lindo e fiel a riqueza cultural do Nordeste”, destaca ele, lembrando que até a filha de Lampião, Expedita...

Por que 145 pessoas que estavam na mesma situação jurídica de Lula tiveram direito de candidatar-se e a ele isso foi negado? questiona Jeová

“Em 2016, 145 pessoas foram candidatas e estavam na mesma situação jurídica de Lula e se candidataram sob efeito de liminares, liminares essas concedidas pela Justiça eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal e tiveram seu direito preservado. Destes 145, 98 foram eleitos e continuam a exercer seus cargos até hoje, sob efeito de liminares, mas não tiveram seu direito de poder colocar seus nomes para que o povo os escolhessem. Por que foi diferente com Lula?”, questionou hoje (12), o deputado estadual Jeová Campos (PSB), durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba. “Ai eu pergunto: por que esses cidadãos tiveram seu direito preservado e por que que Lula não teve? Qual é a resposta do TSE? A verdade, que dói demais, é ver a Justiça atuando como partido e também parte do Ministério Público”, disse o parlamentar. Em seguida, Jeová criticou a postura da Rede Globo e de outros veículos de comunicação que, segundo ele, ‘estimulam essa vergonha nacional e ajudam a d...

Deputado Jeová Campos ocupa a tribuna da ALPB em sua última sessão como parlamentar para fazer agradecimentos

Titular de três mandatos na Assembleia Legislativa da Paraíba, sendo os dois últimos consecutivos, e autor de 1.036 proposições, muitas das quais que impactaram positivamente e diretamente a vida de muitos paraibanos, o deputado Jeová Campos (PT) participou, nesta quinta-feira (26), de sua última sessão legislativa como detentor de mandato popular. E ao invés de fazer um discurso de prestação de contas, ele preferiu concentrar sua fala em agradecimentos e em reforçar a coerência de sua trajetória política. “Subo à tribuna desta Casa, encerrando mais um ciclo em minha vida, muito maior do que entrei em 2015. Honra-me muito, sendo uma pessoa do povo, que veio da roça, que só estudou em escola pública e que para poder sobreviver na cidade foi preciso vender alho nas feiras livres durante muitos anos, mas, que conseguiu chegar aonde chegou e se despedir desta tribuna de cabeça erguida. Olho para trás e vejo que atuei em sintonia com minhas convicções políticas e sendo coerent...