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Ao parabenizar escola de Cachoeira dos Índios pelos 50 anos de fundação, Deputado Jeová Campos lembra que a Educação mudou sua vida

    “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Essa frase, dita por Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, considerado como o mais importante líder da África Negra e vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1993, poderia ser acrescida com as palavras: e as pessoas. Sim, porque a Educação, além de mudar o mundo, transforma também as pessoas e os horizontes delas. Um bom exemplo da influência da Educação na mudança de perspectiva de vida é a do deputado estadual paraibano Jeová Campos. Filho de agricultores e de origem humilde, Jeová conseguiu superar adversidades através dos estudos e, graças a eles, além de parlamentar em seu terceiro mandato, o sertanejo Jeová é advogado e professor concursado da Universidade Federal da Paraíba, do Campus de Sousa. “A Educação mudou minha vida, a de minha família e deu outro horizonte para meus filhos”, diz ele que, neste domingo (15), parabenizou as Bodas de Ouro da Escola Estadual  Prof. Adalberto  de Sousa Oliveira, de Cachoeira dos Índios, onde estudou em 1978.

    “Menino pobre, querendo ir além das fronteiras do roçado de  meus pais, estudei na Prof. Adalberto de Sousa Oliveira quando morava, de favor, na casa de um tio. Essa escola do Padre Ibiapina fez muita diferença na vida de muita gente. Lembro até hoje da diretora da época, a professora Maria Ciete de Sousa Brasil, esposa de meu tio Serafim. Lembro também do professor Edegildo Alencar. Fui estudar na escola a pedido de meu tio Toinho Batista”, conta Jeová. Ele lembra que o assessor de seu gabinete, o advogado Hugo Moreira, também é ex-aluno da cinquentenária escola de Cachoeira dos Índios.

    Jeová lembra que na época não havia água encanada na cidade e que a água consumida pela população era tirada de um chafariz. “Eram tempos sem nenhuma facilidade, mas que recordo com grata satisfação porque, ao olhar por onde passei, valorizo ainda mais onde estou, e a Educação foi a minha mola mestra. Foi a partir de meus estudos que descortinei o mundo, mudei minha realidade, pude ajudar minha família e dar aos meus filhos muitas das coisas que eu jamais sonhei que teria algum dia, embora eu sempre tenha acreditado que mudaria  minha realidade através de  minha formação”, destaca Jeová, que noutra época de sua vida, para poder estudar em Cajazeiras, vendia alho na feira livre. Daí, porque, carinhosamente, é chamado do ‘Rei do alho’.

Sobre a escola

    Fundada no dia 15 de Agosto de 1971, pelo Vigário  da Paróquia  de Nossa Senhora da Conceição de Cachoeira,  o Padre  Mauro Carli, que era  italiano, e tendo como colaboradores o Dr. Bosco  Cândido  e Egídio  Ricarte de Alencar, na época, vereador  de Cachoeira dos Índios. Os três  foram procurar  as  autoridades do município  com o Prefeito Dr. Vicente Leite Rolim, a Câmara  de Vereadores, o Delegado, em Cajazeiras  o Juiz, o Promotor da Comarca. Todos concordaram e assinaram para que fosse  criado  o Ensino  Fundamental  2,  ou seja, da 5ª à 8ª Série -  hoje,  do 6º ao 9º ano.  Foi  criada, então, a Escola pertencente à Fundação Padre Ibiapina de João  Pessoa, com o nome de Ginásio Comercial de Cachoeira dos Índios - Colégio Cachoeira dos Índios.

    No final  dos anos 70 e início dos ano 80, a escola  foi  estadualizada e passou para o Estado da Paraíba com o nome Escola Estadual  de Ensino Fundamental de Cachoeira dos Índios. No dia 13 de  Dezembro de 2001, passou a se chamar E.E.E.F.F  Prof. Adalberto de Sousa Oliveira, até hoje, quando completou 50 anos.








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