Pular para o conteúdo principal

"Texto do ministro Braga Netto tem meu total repúdio por celebrar cerceamento de liberdades, torturas e mortes", diz deputado Jeová Campos

"No dia 31 de março de 1964, um golpe militar interrompeu o processo democrático iniciado pela Constituição de 1946 e instalou um longo e brutal período no Brasil que durou exatos 21 anos. Hoje, 57 anos depois me causa perplexidade ao ler o texto do novo o ministro da Defesa do Governo Bolsonaro que afirma que o Golpe de 1964 'deve ser compreendido e celebrado'. Não devemos compreender um tempo em que a Imprensa não era livre, que cidadãos que se opunham ao regime imposto pelos militares eram torturados e mortos, e nem muito menos devemos celebrar a maior tragédia da história política brasileira. Esse texto, que consta na Ordem do Dia deste 31/03/21, tem meu total e irrestrito repúdio”, disse hoje (31), o deputado estadual paraibano, Jeová Campos.

O parlamentar lembra que a ditadura militar prendeu centenas de milhares de pessoas e dezenas de milhares foram torturadas, muitos até hoje estão desaparecidas. “Mais de 400 brasileiros foram mortos pelos órgãos de repressão – e muitos deles figuram como desaparecidos até hoje. Os direitos de expressão, manifestação e organização foram suprimidos. Foi um tempo negro na história de nosso país e não um período que deva ser lembrado em forma de celebração, mas sim de protestos e indignação para que nunca mais voltemos a esses tempos sombrios”, reiterou Jeová, destacando que “a democracia pertence ao povo e não pode ser tutelada por ninguém”.

Ainda segundo o deputado, não cabe em nenhuma conjuntura, principalmente no cenário em que vivemos hoje, enaltecer um feito tão negro de nossa história. “A população brasileira, em meio a enormes dificuldades, soube encontrar brechas e abrir caminhos para resistir e reconquistar a democracia. Saiu desse período terrível mais forte, mais madura e mais experiente. A duras penas, reconquistamos a liberdade de expressão, a condição de escolher nossos representantes, embora as escolhas nem sempre recaiam sobre os melhores, e o país se reencontrou. Ditadura, nunca mais!", finalizou Jeová Campos.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

"A vitória da Imperatriz, que enalteceu a riqueza da cultura nordestina, mostrou a força de nossa gente para o mundo", afirma Jeová Campos

Sertanejo, nordestino, conhecedor da riqueza cultural do Nordeste, além da história do cangaço, o ex-deputado Jeová Campos vibrou muito com a vitória da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, que conquistou o título de campeã do Grupo Especial do carnaval carioca, este ano, com um enredo inspirado nos cordéis e na história de Lampião. “A vitória da escola de samba de Ramos se estende também aos nordestinos e à rica cultura artística e popular tão presentes em nossa região”, disse Jeová. O enredo da Imperatriz foi inspirado nos cordéis e mostrou a Chegada de Lampião no Inferno e O grande debate que teve Lampião com São Pedro, de José Pacheco. O ex-deputado lembra ainda que a escola formada, principalmente, por pessoas do subúrbio carioca e do Complexo do Alemão teve um desfile impecável. “Os carros alegóricos, o colorido, os personagens, o enredo, as fantasias, tudo estava muito lindo e fiel a riqueza cultural do Nordeste”, destaca ele, lembrando que até a filha de Lampião, Expedita...

Por que 145 pessoas que estavam na mesma situação jurídica de Lula tiveram direito de candidatar-se e a ele isso foi negado? questiona Jeová

“Em 2016, 145 pessoas foram candidatas e estavam na mesma situação jurídica de Lula e se candidataram sob efeito de liminares, liminares essas concedidas pela Justiça eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal e tiveram seu direito preservado. Destes 145, 98 foram eleitos e continuam a exercer seus cargos até hoje, sob efeito de liminares, mas não tiveram seu direito de poder colocar seus nomes para que o povo os escolhessem. Por que foi diferente com Lula?”, questionou hoje (12), o deputado estadual Jeová Campos (PSB), durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba. “Ai eu pergunto: por que esses cidadãos tiveram seu direito preservado e por que que Lula não teve? Qual é a resposta do TSE? A verdade, que dói demais, é ver a Justiça atuando como partido e também parte do Ministério Público”, disse o parlamentar. Em seguida, Jeová criticou a postura da Rede Globo e de outros veículos de comunicação que, segundo ele, ‘estimulam essa vergonha nacional e ajudam a d...

Deputado Jeová Campos ocupa a tribuna da ALPB em sua última sessão como parlamentar para fazer agradecimentos

Titular de três mandatos na Assembleia Legislativa da Paraíba, sendo os dois últimos consecutivos, e autor de 1.036 proposições, muitas das quais que impactaram positivamente e diretamente a vida de muitos paraibanos, o deputado Jeová Campos (PT) participou, nesta quinta-feira (26), de sua última sessão legislativa como detentor de mandato popular. E ao invés de fazer um discurso de prestação de contas, ele preferiu concentrar sua fala em agradecimentos e em reforçar a coerência de sua trajetória política. “Subo à tribuna desta Casa, encerrando mais um ciclo em minha vida, muito maior do que entrei em 2015. Honra-me muito, sendo uma pessoa do povo, que veio da roça, que só estudou em escola pública e que para poder sobreviver na cidade foi preciso vender alho nas feiras livres durante muitos anos, mas, que conseguiu chegar aonde chegou e se despedir desta tribuna de cabeça erguida. Olho para trás e vejo que atuei em sintonia com minhas convicções políticas e sendo coerent...