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A influência de Tia Nem na vida do menino pobre do campo que virou advogado, professor universitário e deputado estadual da Paraíba





            A frase do filósofo prussiano Immanuel Kant, O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele’, se encaixa perfeitamente na trajetória de vida do deputado estadual Jeová Campos. Filho de agricultores, até os dez anos de idade Jeová morava no Sítio Poço Vermelho, no município de São José de Piranhas, no alto sertão paraibano. Os horizontes eram curtos, embora a inteligência e vontade de crescer daquele menino da roça fosse muito além das porteiras do local. Neste contexto, em 1975, eis que alguém faria a diferença na vida dele, levando-o para estudar na cidade de Cajazeiras. Essa pessoa foi a tia materna, Francisca Vieira de Oliveira, carinhosamente chamada de Tia Nem.

            “A ida para Cajazeiras mudou minha história e trajetória, pois a Educação ampliou meus horizontes e as possibilidades de uma vida melhor. Nunca terei condições de agradecer à altura este gesto. Minha gratidão será eterna. Na casa de Tia Nem, onde comiam cinco filhos, tinha lugar para mais agregados, já que eu não vim sozinho. Ela também trouxe minha irmã Lurdinha”, relembra Jeová, que na tarde desta segunda-feira (25), foi pedir a benção à sua Tia Nem, como faz todas as vezes que está em Cajazeiras.

            Advogado, Professor licenciado da Universidade Federal de Campina Grande, do campus de Sousa, e no terceiro mandato de deputado estadual pela Paraíba, Jeová sempre que pode enaltece em seus discursos a importância da Educação na vida das pessoas. “A Educação mudou meu destino e de milhares de outras pessoas que não nasceram em berços de ouro. É lógico que também me esforcei, fui à luta, acreditei que era possível mudar minha realidade, mas não posso esquecer jamais que nesse caminhar, aos 10 anos, tive um anjo que me acolheu, me levou para sua casa e me abriu as portas para que eu pudesse construir minha história de forma diferente dos meus conterrâneos que ficaram na roça”, destaca Jeová, que enquanto estudava no colégio, e depois na faculdade, conciliava os estudos vendendo alho na feira livre de Cajazeiras. Daí, a origem de seu apelido ‘Rei do alho’.

            O deputado, que permanece no sertão neste período de isolamento social, está participando das sessões remotas da ALPB e é autor de várias proposituras de apoio à população para superação neste momento de pandemia. Foi dele a iniciativa, pioneira em nível nacional, de propor a ampliação do auxílio emergencial, pago pelo governo federal a trabalhadores autônomos e em situação de vulnerabilidade, de R$ 600,00, até o final do ano. A proposta já está em discussão no Congresso Nacional. Foi dele também o PL que cria o programa de Auxílio Emergencial à classe artística em tempos de pandemia. Jeová também foi autor do PL que obriga os hospitais privados a receberem pacientes de Covid-19, mesmo com planos de saúde ainda em período de carência. “Não estamos em plenário, em função das circunstâncias, mas estamos trabalhando em prol do povo da Paraíba. Toda a minha equipe está atuando em regime de home office e foi a partir deste trabalho que surgiram essas iniciativas”, finaliza Jeová que permanecerá no sertão pedindo benção à sua mãe Maria e à sua Tia Nem, até o retorno presencial das atividades na ALPB.


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