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Deputado Jeová Campos propõe uma Nota de Pesar ao povo brasileiro por causa da Reforma da Previdência


        
Em pronunciamento nesta quarta-feira (23), durante a realização da sessão itinerante da Assembleia Legislativa, em Patos, o deputado Jeová Campos (PSB), propôs uma Nota de Pesar ao povo brasileiro. O parlamentar justificou sua sugestão em função do retrocesso imposto ao Sistema Previdenciário Nacional com o projeto de Reforma da Previdência, que já passou pela Câmara Federal e foi aprovado pelos senadores nesta terça-feira (22). “Essa nova Previdência vai dificultar a aposentadoria dos trabalhadores, muitos dos quais nem terão direito a chegar na porta do INSS. Os R$ 800 bilhões que o governo afirma que será ganho, na realidade, será tirada dos pobres poupando as grandes fortunas e os ricos deste país que vivem de ganhos de capitais. Essa reforma não busca Justiça Social, ela agrava a distância entre ricos e pobres, aumenta a miséria, porque atingirá milhões de pessoas que não mais se aposentarão”, disse o parlamentar.

Em seu pronunciamento Jeová reiterou o que vem dizendo desde 2016, quando começou a participar de audiências públicas, que foram intensificadas no ano passado, que debateram a proposta de Reforma da Previdência e os prejuízos que terá a classe trabalhadora. “Não é de hoje que eu vinha alertando sobre as perdas e o ônus que vai recair sobre o trabalhador brasileiro com essa reforma. E digo isso porque essa proposta que está sendo aprovada não é a que o povo brasileiro precisava, que era a que taxasse as grandes fortunas, que criminalizasse a sonegação, que instituísse uma contribuição sobre os lucros das grandes empresas”, disse o parlamentar, que fala com conhecimento de causa porque é advogado, especialista em Direito Previdenciário.

Na realidade, segundo Jeová, essa previdência defendida pelo governo Bolsonaro e aprovada no Congresso não mexe com os ricos e só tira dos pobres. “Com essa proposta, vai ficar mais difícil se aposentar, foi aumentado a idade da aposentadoria e o tempo de contribuição, se tirou a possibilidade de milhares de brasileiros de, num curto espaço de tempo, se aposentar. Esses trabalhadores terão que labutar muito mais tempo para se aposentar e isso atinge tanto os trabalhadores das cidades, quanto do campo”, destacou Jeová, lembrando que os agricultores sofrerão ainda mais. “Os trabalhadores do campo terão uma série de exigências para se aposentar, quase que inviabilizando as solicitações. Os critérios que serão estabelecidos, praticamente, tornará impossível um agricultor se aposentar”, alerta Jeová.

A Carta endereçada hoje aos brasileiros, pelo presidente Bolsonaro, de acordo com o deputado paraibano, só não é cômica porque é trágica e traduz um sarcasmo cruel diante dessa imensa covardia contra o povo brasileiro. “Os ricos e as grandes fortunas não entrara com nada nesta reforma. Só a classe trabalhadora está pagando essa conta de ajustes. Os R$ 800 bilhões que o mercado tanto fala, sairão, exclusivamente, do bolso dos trabalhadores do campo e da cidade”, reitera Jeová, destacando que os servidores públicos serão também muito penalizados. “Os servidores públicos terão que buscar a chamada previdência complementar e não mais se aposentarão de forma integral. Só com valores atuais em torno de R$ 5.800,00, que é o valor máximo do benefício do regime geral de previdência do INSS, ou seja, essa é uma conta caríssima que a classe mais humilde do povo brasileiro terá que bancar”, denuncia Jeová.

E o parlamentar faz ainda outro alerta. “O que está acontecendo no Chile hoje, pode acontecer amanhã com o Brasil, porque quando o povo for atrás de seus direitos e não encontrar, haverá revolta, e com muita legitimidade”, afirma Jeová. Ele reitera que nessa reforma não foi tomada nenhuma medida para combater a sonegação, para fazer com que quem pratica o crime de apropriação indébita passasse os recursos para a previdência dentro do prazo legal, não foi aumentando pena, não ficou definido que o grande empresário que não repassasse as contribuições devida pela empresa seja apontado como criminoso, nada foi feito que mexesse com os ricos. “Isso tudo aumenta a distância entre ricos e pobres no país. Os ricos estão ficando cada vez mais ricos e o os pobres cada vez mais pobres. Essa é uma reforma contra o povo, que aumenta a pobreza e nós não podemos aceitar isso. É preciso que o povo brasileiro acorde e entenda a dimensão dos prejuízos que virão e recairão sobre suas vidas”, finaliza o parlamentar.




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